Maior torcida do mundo, considerado um dos clubes mais expressivos e importantes da história do futebol, tradição, títulos e glórias. Quem te viu quem te vê, Flamengo. O time que em parte do século passado foi visto como um dos mais grandiosos do planeta, hoje está envergonhando sua torcida e correndo sérios riscos de ser rebaixado para a segunda divisão do campeonato nacional.

Há pelo menos uns 20 anos o Rubro-Negro não é mais o mesmo. Apesar de um título aqui e outro ali, não consegue inspirar confiança. Vem em queda livre. E, nesse ano, a incompetência acumulada de épocas pode ser coroada com um rebaixamento. Confira os fatores que evidenciam que, sim, o Flamengo irá disputar a Série B no ano que vem:

Time apático

O Flamengo não tem um elenco bom, mas também está longe de ser ruim. Mesmo assim, não consegue entrosamento e, muitas das vezes, sobra para um ou outro atleta o peso de carregar o time nas costas. Elias está sendo este cara, mas, mesmo para ele, essa é uma tarefa insuportável. Ídolo e veterano no time, Léo Moura já não demonstra o mesmo vigor de anos anteriores, e Marcelo Moreno, contratado para resolver os problemas do ataque rubro-negro, está muito apagado.

Irregularidade

Apesar da melhora com a chegada de Mano Menezes, o time ainda não conseguiu se encontrar no certame. Entre Brasileirão e as recentes partidas pela Copa do Brasil, a equipe tem oscilado, ora atuando bem, ora jogando mal. No entanto, mais importante que o desempenho são os resultados, e nisso o Flamengo não tem obtido êxito. Com Mano no comando, foram 15 jogos até aqui, sendo 5 vitórias, 5 empates e 5 derrotas.

Falta de essência própria

O time do Flamengo é marcado, em sua história, por sempre formar jogadores com a cara da nação rubro-negra, fato que atrai, ainda mais, a atenção e o apoio da torcida. Entretanto, esse ano as coisas tem sido um pouco diferentes. Foram muitos reforços e contratações, e boa parte destes consiste de ex-atletas de um recente Corinthians multicampeão, como é o caso do goleiro Felipe, dos zagueiros Chicão e Wallace, do lateral André Santos e do meia Elias, por exemplo. Na teoria, a ideia é até boa, porém, na prática não funciona. O time é outro, o momento é ruim e a necessidade completamente diferente.

Fator casa irrelevante

Jogar em casa sempre é um trunfo para qualquer time. Com o Rubro-Negro, que tem a maior torcida do Brasil, não deveria ser diferente. Só que, nesse Brasileirão, das 9 partidas jogadas em casa até aqui, foram apenas duas míseras vitórias. Conseguindo, inclusive, o feito de ser derrotado pelo lanterninha Náutico.

Abuso da sorte e dependência de fatores extracampo

Apesar do título do Campeonato Brasileiro de 2009, o início desse século não tem sido muito bom para o Fla na competição nacional. Nos anos de 2001, 2005, 2010 e 2012, a tradicional equipe esteve próxima de ser rebaixada para série B do brasileirão, se safando, quase sempre, nas últimas rodadas. E o time está mesmo se esforçando para disputar uma segunda divisão. Se continuar nessa fórmula de só reagir no final, em algum momento irá falhar.

Pressão sobre jovens promessas

Quem joga no Flamengo sabe que, por natureza, há muita pressão. Da imprensa, da torcida, dos dirigentes, etc. Para quem tem experiência e sabedoria isso não é, necessariamente, um problema. Contudo, hoje, no elenco do Mengo, existem muitos jogadores jovens, tanto das categorias de base quanto contratados de outros clubes de menor expressão. Progressivamente, eles serão vistos como heróis e válvulas de escape do time. Isso, claro, influencia no psicológico desses atletas e, consequentemente, no rendimento do time.

Má administração de longa data

Não é segredo para ninguém que a decadência do Flamengo nos últimos anos se deve, principalmente, a uma gestão defasada e incompetente. Dívidas que só aumentam a cada ano, funcionários com salários atrasados e pendências com a justiça. É óbvio que esse clima obscuro nos bastidores afeta o psicológico e o desempenho dos jogadores em campo.


Fonte: Ei

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